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Cezinha de Madureira emprega na Câmara sargento expulso da PM suspeito de envolvimento com PCC

Cezinha de Madureira usava função para vender suposta influência sobre juízes, diz Dino O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), alvo de operação ...

Cezinha de Madureira emprega na Câmara sargento expulso da PM suspeito de envolvimento com PCC
Cezinha de Madureira emprega na Câmara sargento expulso da PM suspeito de envolvimento com PCC (Foto: Reprodução)

Cezinha de Madureira usava função para vender suposta influência sobre juízes, diz Dino O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (14), emprega, em seu gabinete na Câmara dos Deputados, um ex-sargento da Polícia Militar do Estado de São Paulo suspeito de ter ligações com a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). O funcionário do gabinete é Farani Salvador Júnior, que começou a trabalhar com Cezinha na Câmara em agosto de 2024. Ele foi expulso da polícia paulista em maio de 2023, após a Corregedoria da PM concluir que ele praticou “atos atentatórios à Instituição, Estado e aos direitos humanos fundamentais, bem como desonrosos (...) consubstanciando transgressões disciplinares de natureza grave”. O processo disciplinar que terminou com a expulsão de Farani Salvador Júnior tem relação com a morte do cabo da PM Wanderley Oliveira Júnior, em fevereiro de 2020. A reportagem procurou a assessoria de imprensa do deputado Cezinha de Madureira, mas obteve resposta até a última atualização dessa reportagem. Deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) Renato Araújo/Câmara dos Deputados O Departamento de Homicídios da Polícia Civil de São Paulo (DHPP) indiciou Farani Salvador Júnior como mandante do assassinado. O Ministério Público também denunciou o sargento. Farani Salvador Júnior foi acusado de ter ordenado a morte do colega por conta de um dossiê que o cabo havia feito contra o sargento em que apontava a ligação dele com integrantes do PCC da Zona Leste de São Paulo. O sargento chegou a ficar preso preventivamente por dois anos, mas acabou sendo absolvido no Tribunal do Júri, em 2022. A suspeita de ligação de Farani Salvador Júnior e outros policiais militares com o PCC também é investigada em outros processos em andamento na Justiça Militar e na Justiça comum. Ele é réu na 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.